Convento de Santa Maria de Maceira Dão

Convento de Santa Maria de Maceira Dão
O Convento de Maceira Dão foi das primeiras casas religiosas dos monges Cistercienses a ser erigida em Portugal, logo após S. João de Tarouca e Alcobaça. Fundado em 1161, por D. Sueiro Teodoniz, o primitivo convento era situado na possessão de Moimenta do Dão. Em 1173 foi transferido para Fornos de Maceira Dão. D. Afonso Henriques foi o seu protector pelas prerrogativas e largos coutos com que o dotou. Nos séculos seguintes os seus bens aumentaram consideravelmente em resultado das doações que os fiéis lhe foram fazendo. Em 1560 viram as suas rendas aumentadas, pois que, o cardeal D. Henrique, extinguindo o convento de Freiras Bernardas de S. João do Vale de Madeiros, ordenou que os bens deste convento fossem anexados ao mosteiro de Maceira Dão. Após a extinção das ordens religiosas, os coutos de Maceira Dão foram incorporados no território do concelho de Mangualde e, em 1837, a Câmara Municipal tomou as deliberações necessárias para efeitos da sua administração.

O mosteiro tinha um vasto e valioso cartório, que foi transferido para o Seminário de Viseu aquando da sua extinção. Um incêndio ali existente originou a sua perda. O edifício é actualmente propriedade de um particular e está classificado como Monumento Nacional.

Numa ambiente rural de grande valor paisagístico, o abandonado Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão conserva ainda intacta boa parte da estrutura resultante das campanhas de obras dos séculos XVII e XVIII, apresentando a igreja uma raríssima planta oval, com capela-mor muito profunda.

Fixada em Portugal desde o século XII, a Ordem de Cister acompanhou a formação do território e a afirmação política da primeira dinastia. Estendendo progressivamente os seus mosteiros nas regiões centro e norte graças à especial protecção régia, os monges brancos contribuíram de forma decisiva para a colonização e desenvolvimento das vastas áreas que ocuparam, aplicando técnicas agrícolas inovadoras e intensivas e, sobretudo, uma grande disciplina de organização do espaço.

Os conjuntos monásticos, que seguiam métodos de implantação e distribuição espacial muito semelhantes, revelam também partidos arquitectónicos e construtivos afins, o que lhes confere um inegável ar de família. Muitos deles conservam, ainda hoje, importantes espólios artísticos que incluem azulejaria e pintura, talha dourada, ourivesaria, escultura e outros testemunhos da evolução da arte portuguesa ao longo dos últimos séculos.

É, no entanto, a privilegiada relação com a paisagem que os torna, aos nossos olhos, singulares. Se os mosteiros de Cister conseguiram transformar as envolventes, mercê do desbravamento de terras e da planificação de engenhosos sistemas hidráulicos, com encanamento e encaminhamento de caudais, construção de enormes condutas subterrâneas ou regularização das margens de rios e ribeiras, eles fazem actualmente parte integrante de unidades paisagísticas mais vastas, às quais dão um valor acrescido que importa preservar e valorizar.

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