A Senhora do Pranto, Protectora dos Marinheiros

A Senhora do Pranto, Protectora dos Marinheiros
Certo dia, uns pescadores lá dos lados do Nordeste andavam à pesca e, afastando-se um pouco do calhau, deitaram as redes a ver se apanhavam algum peixe. Estavam frente à alegre e simples ermida de Nossa Senhora do Pranto, a cerca de quinhentos metros da costa, perto de um grande calhau que sai das águas.
De repente, levantou-se uma tempestade feia. A cerração tornou-se muito densa, o vento soprava com quanta força tinha e as vagas tornaram-se enormes. Os pescadores não sabiam o que fazer. A vela já estava toda rota, os remos partidos e o barco quase cheio de água. Mesmo a tremer de frio e atarantados de medo, não esqueceram a sua fé e agarravam-se a Nossa Senhora do Pranto, a quem rezaram com muita convicção, lembrando-se de outros milagres que ela fizera:
— Senhora do Pranto, fazei um milagre!
— O Senhora, ajudai-nos!
Nesse preciso momento, uma vaga mais violenta arremessou o pequeno barco contra as pedras e ele desfez-se em pedaços.
Os pescadores, já sem forças, não podiam nadar e sentiam que se iam afundar a qualquer momento. Mas ainda continuavam confiantes a bradar:
— Senhora do Pranto, salvai-nos! Vinde em nosso socorro!...
Num instante, vinda do calhau, apareceu-lhes uma Senhora muito riquinha, que estendeu a mão e os deitou sobre uma rocha. Daí a algum tempo a tempestade passou e outro barco levou-os para o calhau e chegaram a terra sãos e salvos.
O resto da vida dos pescadores foi pouco para agradecerem à Senhora do Pranto a graça que lhes tinha concedido. Todos os domingos da Quaresma, lá iam fazer uma romagem à pequena ermida, em companhia de muitos familiares e vizinhos.






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