Lenda da «Feli´steira»«Feli´teira» Feliteira

Lenda da «Feli´steira»«Feli´teira» Feliteira
LENDA DA FELITEIRA
I
De longada por nem sei
Sempre pela estrada real,
Seguia a escolta d´EL-Rei
Dom Diniz de Portugal

II
Talvez fosse p´ra Leiria
A ver da lavra O Pinhal;
Talvez às Caldas iria
Buscar cura p´ra seu mal….

III
De três amores s´inibria
Enquanto o corcel choutava:
D´Izabel, da poesia
E do mar, com quem sonhava.

IV
Cai a noite nos vinhedos
E inda o Rei cavalgava;
Noites de chuva, de medos,
Que o trovejar assombrava.

V
Relincham cavalgaduras,
Corre o vento à desfilada;
A escolta cega às escuras
Já mal adivinha a estrada…

VI
Eis que uma luz palpitante,
Uma luz abençoada,
Na escuridão triunfante
Brilha, trémula, encantada.

VII
Logo decidem pedir
Na mansão do lavrador.
Um abrigo onde dormir,
Um caldo, vinho, calor.

VIII
Mas EL-Rei não o quer ser;
Não ali como Senhor !...
Só viandante , qualquer,
Pedindo luz e amor.








IX
Corre à porta um ancião
E abre-a de par em par;
Quem vem por Deus pedir pão
Ou guarida ,pode entrar!

X
A ceia é frugal, amiga…
Na cheminé do solar,
Canta EL-Rei uma cantiga
Daquelas de seu trovar.

XI
Que lhes importa a tormenta
Que ruje e brame lá fora,
Se a alma se dessedenta
Naquela calma de agora?!

XII
E canção após canção,
Chegou do repouso a hora;
Deitados no brando chão
Em esteiras, inté outrora.

XIII
Dos sonhos que ali sonharam,
Adivinhe-os quem o queira…
Só do Rei se conservaram
As palavras:«Feli´steira».

XIV
À guisa de despedida
Dessa casa hospitaleira,
Pela cristã acolhida
Em grata e simples maneira.

XV
E partem…Na manhã linda,
Canta a àgua na rigueira…
Nasce a lenda, bela, infinda,
Da Quinta da «Feli´teira»











por vasco neves





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