SOLAR DOS PIMENTEIS


O solar foi construído na entrada da aldeia edificado em construção, de planta rectangular. Foi construído possivelmente já na segunda metade do século XVIII como parecem indicar ertos elementos decorativos, particularmente as molduras das janelas, que ostentam arapeitos de brincos e o remate ondulado, caracteristicamente barroco. Há inclusive, dados remotos que indiciam que os espaços verdes do local seriam similares aos espaços verdes do Palácio de Mateus em Vila Real. Os cumes que coroam a casa indicam uma época bastante vançada para a construção civil. Esta ostenta uma imponente fachada, articulada com largaspilastras, de bases pesadas e muito salientes, num tipo muito corrente no Norte por esta época. A fachada central conserva, entre as duas janelas, o grande brasão, magnífica peça heráldica. O que faz com que este seja um dos mais elegantes solares do distrito de ragança. Este edifício secular constitui um dos principais marcos arquitectónicos do concelho de Mogadouro e está classificado como Imóvel de Interesse Público.

Foi mandado construir, em 1752, pela família dos Távoras, adquirindo brasão, em 1795, por carta de D. José I. Mais tarde, por outro Decreto Real, é conferida à família Morais Pimentel a ropriedade que inclui o Solar dos Pimenteis. São os seus primeiros proprietários família da alta aristocracia com os gostos requintados pelos diferentes títulos e pelos cargos como o de vice-rei na Índia e embaixadores nas cortes europeias. O Imóvel tem a particularidade de possuir 365 portas e janelas, uma por cada dia do ano.

O grupo empresarial de Lisboa pretendia instalar no antigo edifício um empreendimento turístico designado de Turismo Tradicional que consistia em três blocos. O bloco um, que engloba todo o edifício do solar, o projecto era constituído por 20 quartos, quatrosuites, um salão de festas e um auditório, recriando um ambiente próprio do século XVIII, altura em que foi construído o imóvel. A ideia era manter as linhas arquitectónicas, bem como as características do hall de entrada, corredores, capela e do salão nobre.

Nas imediações do solar chegou a ser criado o bloco dois onde nasceria uma unidade mais vocacionada para o turismo rural, para além de um ginásio, piscinas cobertas e descobertas, um court de ténis e um centro de equitação.

O bloco três previa a construção de uma zona de restauração, resultado de um trabalho de recuperação e adaptação de um antigo lagar de zeite. Numa segunda fase poderá ser criado um campo de minigolfe e equitação. Os planos reviam que a unidade não ia ficar-se pelo alojamento já que estavam a ser planeados passeiostodo-o-terreno, a cavalo e viagens de barco no Douro Internacional, para oferecer um rograma de actividades aos visitantes.




por Paulo Pires





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