Como outras, também esta Albergaria ( sede de concelho desde 1835) terá sido fundada a partir de uma antiga estalagem, na circunstância estabelecida pela carta do Couto de Osseloa, de 1117. Nessa carta, D. Teresa (também fundadora da vila, talvez em 1120), mãe de Afonso Henriques, torna dono destas terras o fidalgo Gonçalo eriz, com obrigação de manter a referida hospedaria para acudir aos necessitados viandantes, aos pobres e doentes. A albergaria, admissivelmente situada junto à estrada que garantia a ligação entre Lisboa e Galiza, perto de Osseloa (Casal de Assilhó), visava «proteger os peregrinos e passageiros, que transitavam por estas terras e que eram, frequentemente, assaltados, alegadamente, por moradores de Vila Marim. E disponha de quatro camas, dois enxergões, esteiras, lume, água e sal para quem quisesse pernoitar». Aos que aqui morriam, era-lhes dada «mortalha e enterramento com ofício de três lições e missa e mais três missas em altar privilegiado».